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Quem fomos e somos


A história desta secção do CCCC conta já com mais de 25 anos. Fundado por meia dúzia de elementos que, desde 1978, participavam nas actividades de montanha que eram organizadas em Portugal, regista-se a sua oficialização em acta datada de 14 de Abril de 1981.

A actividade do Grupo de Montanha (GM) centrou-se inicialmente nas marchas de montanha mas foi-se diversificando. A escalada em rocha surgiu em complemento das caminhadas, com os primeiros elementos do Grupo a realizarem um curso de iniciação na Serra da Estrela, em 1982. Neste mesmo ano, um pequeno grupo foi o responsável pela primeira actividade de nível nacional: um Acampamento na Serra da Lousã.

Em 1984 inaugurou-se a Casa-abrigo do Talasnal, numa das aldeias mais características da Serra próxima da vila da Lousã. Na mesma altura, para aceder a esta casa que servia de apoio às actividades de montanha, foi marcado o primeiro percurso pedestre naquela serra.

1987 marcou consideravelmente o GM. Nesse ano decorreu um curso de iniciação ao Montanhismo que contou com uma grande participação de interessados, os quais fizeram a Secção dar um salto em frente. Começaram a delinear-se actividades de maior envergadura e foram frequentados cursos de técnicas invernais e de formação de monitores pelos elementos recém-chegados. Com este impulso, não são de estranhar as frequentes actividades estivais e invernais em montanhas europeias como Gredos, Pirenéus, Picos de Europa ou Alpes.

Em 1988, começou a organizar-se o Encontro de Escaladores que ainda é uma referência a nível nacional, o Trepa-Penedos , e os primeiros elementos do GM pisaram o topo da Europa Ocidental no Monte Branco ( 4808 m ).

As escolas de escalada de Penacova e da Redinha começaram a ver as primeiras vias equipadas respectivamente em 1987 e 1989, e neste ano, três elementos do Grupo trouxeram de Espanha a prática do parapente para a esfera dos grupos de montanha portugueses. Outros tantos os seguiram nesta prática, entre os quais a primeira portuguesa a obter o brevete.

Em 1990, iniciou-se uma outra modalidade ligada à montanha, a Bicicleta Todo-o-Terreno, com a qual foram reconhecidos vários percursos na região de Penacova e da Serra do Sicó.

No último decénio do milénio, o GM continuou a organizar diversas viagens para melhor conhecer Portugal, por intermédio das caminhadas e das escaladas, e também a participar nas actividades propostas pelos outros clubes de montanha portugueses.

Nos anos 90, destacaram-se as “expedições” ao Atlas marroquino (em 1990 e 92), onde a mais alta montanha do Norte de África, o Jbel Toubkal ( 4167 m ), foi atingida e as viagens aos Alpes (1991, 93, 94, 96, 97 e 99) com o Monte Branco a ser o alvo preferido, excepto em 91, ano em que foi o Cervino ( 4477 m ) a ver alpinistas de Coimbra. No entanto, outras escaladas não tão altas, mas com vias de maior dificuldade, foram descobertas por este GM no Mont Blanc du Tacul, Mont Maudit, Aiguille du Midi, Aiguille de l'M, Aiguille d'Argentière, etc.

Em 1994, alguns elementos deslocaram-se à Tanzânia, tendo subido aos 4565 metros do Mount Meru (primeiros portugueses?) e aos 5895 m do Quilimanjaro. Em 1996, dois desses montanhistas escalaram a mais alta montanha da Europa, o Elbrus ( 5642 m ), localizada no Cáucaso russo. Em 1997, um andinista do clube tentou a ascensão ao Aconcágua ( 6959 m ), na Argentina, tendo-se quedado a poucas centenas de metros do cume.

Já no século 21, destacam-se as várias actividades de escalada de dificuldade nos Pirenéus e Alpes (2001 e 2002), de que se destacam as ascensões nos Drus e nas Grandes Jorasses (Esporão Walker). Já em 2003, deu-se o regresso a Marrocos com outros alpinistas do GM a subirem o Toubkal.

Continua a Secção de Montanha do CCCC a participar nas várias acções de montanhismo e escalada que se desenrolam por todo o país e a desenvolver as suas próprias actividades, maioritariamente nas serras da Região Centro, de entre as quais se destaca o Encontro de Montanha Trepa-Penedos .Realizando, por ano, um ou dois cursos para iniciação de novos montanheiros e escaladores, conta com uma dezena de formadores credenciados por cursos não só realizados no país como no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e França. Estes monitores já proporcionaram formação a várias centenas de interessados e apoiam também diversas iniciativas de âmbito nacional, a nível de federação, ou na esfera local, a pedido de escolas, associações, agrupamentos de escuteiros e autarquias.
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